Trabalhava a recibo verde e agora está desempregado? Saiba como requerer o subsídio de desemprego
Abr10

Trabalhava a recibo verde e agora está desempregado? Saiba como requerer o subsídio de desemprego

Está desempregado e a tributação do seu último emprego era feita através de recibos verdes? Saiba o que deve fazer para ter direito a subsídio de desemprego.   O subsídio de desemprego para trabalhadores independentes existe desde que a medida foi inscrita no Orçamento do Estado em 2013 e foi aplicada como forma de o Estado salvaguardar o crescente número de pessoas a trabalhar através de recibos verdes, mas só está disponível para alguns trabalhadores independentes que cessam atividade. Saiba como acontece para os chamados “recibos verdes”. Como requerer o subsídio de desemprego para recibos verdes? 1. Tem de estar inscrito no centro de emprego e encontrar-se numa situação de dependência económica. 2. Verifique se o seu caso enquadra-se nas situações seguintes: a).Trabalha exclusivamente a recibos verdes;   b). Reside em Portugal ou em caso de ser estrangeiro, possui um título válido de residência ou o respetivo pedido de renovação. Em casos de refugiados ou apátridas, terão que ter um título válido de proteção temporária; c).80% dos respectivos rendimentos sejam maioritariamente provenientes de uma única entidade. 3. Além dos requisitos acima importa saber também: a).Estar economicamente dependente de entidades contratantes em pelo menos dois anos civis, sendo que um destes anos terá de ser o ano imediatamente anterior ao da cessação do contrato de prestação de serviços; b). Que a cessação da actividade ou o estado de desemprego tem que ser involuntária, não partindo do trabalhador; c). Que tenha pelo menos, 24 meses de contribuições; d). Ter pedido o subsídio no prazo de 90 dias a contar da cessação do contrato de prestação de serviços. Por quanto tempo é possível usufruir do subsídio de desemprego para recibos verdes? Os trabalhadores independentes podem usufruir do subsídio de desemprego durante 330, 440 ou 540 dias, dependendo da sua idade e do período de descontos realizados para a Segurança Social. Ainda assim, o período de uso do subsídio de desemprego pode alargar para os seguintes casos: a). Desempregados com  menos de 30 anos e tempo de descontos igual ou superior a 24 meses podem ter direito a 330 dias de apoio.    b). Desempregados com idade entre os 30 e os 39 e tempo de descontos igual ou superior a 24 meses podem ter direito a 420 dias de apoio. c). Desempregados com idade entre os 40 e os 49 anos e tempo de descontos igual ou superior a 24 meses podem ter direito a 540 dias de apoio. d). Desempregados com mais de 50 anos e tempo de descontos igual ou superior a 24 meses podem ter direito a 542dias de apoio. Qual o valor a receber? O valor a receber é calculado pela segurança social, medidante a situação de quem o requerer. O subsídio...

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Precários terão acesso mais fácil ao subsídio social de desemprego
Abr02

Precários terão acesso mais fácil ao subsídio social de desemprego

O Governo vai reduzir o número de meses de descontos necessários para ter subsídio social de desemprego, no caso das pessoas que tenham trabalhado a prazo. O Governo vai facilitar o acesso ao subsídio social de desemprego a pessoas que fiquem desempregadas depois de um curto período de trabalho precário. As propostas que foram apresentadas em concertação social prevêem a redução dos descontos que se exigem para ter direito a este apoio, que variam entre os 343,12 euros (se a pessoa viver sozinha) e os 428,9 euros. Assim, em vez dos actuais seis meses serão apenas necessários quatro meses de contribuições para a Segurança Social, mas apenas nos casos em que a situação de desemprego seja causada pelo fim de um contrato a termo. A intenção é “reduzir para quatro meses o prazo de garantia para acesso ao subsídio social de desemprego inicial para os trabalhadores cujo acesso tenha origem na cessação por caducidade de contrato de trabalho a termo”, descreve a proposta apresentada em concertação social. O Governo indica que 90% dos subsídios sociais atribuídos no ano passado a título “inicial” (ou seja, a pessoas que não conseguiram aceder ao subsídio de desemprego) são justificados por situações de fim de contrato a prazo. Sendo uma prestação não contributiva, financiada por impostos, o subsídio social é apenas dirigido a quem tenha baixos rendimentos. Os rendimentos mensais por pessoa do agregado familiar não podem ser superiores a 343,12 euros (80% do IAS). Uma condição que pode ser mais fácil de cumprir no caso dos desempregados que vivem sozinhos. É ainda necessário que o património do agregado ou o dinheiro que tem no banco não ultrapasse determinados valores, tal como este guia oficial da Segurança Social explica detalhadamente. Houve momentos no passado em que o subsídio social de desemprego inicial chegou a mais de 50 mil pessoas. Em Fevereiro havia 9.795 pessoas abrangidas. O documento não explica quando é que a medida pode avançar. O Governo pretende que as alterações ao Código do Trabalho sejam aprovadas este ano. Cobertura do subsídio a níveis baixos A avaliar pelo documento, não haverá intenção de reduzir o prazo de descontos necessários para o subsídio de desemprego. É actualmente de um ano e foi reduzido durante o período de ajustamento. Nessa altura também se aprovaram restrições aos cortes e à duração, que podem ajudar a explicar porque é que a percentagem de desempregados com subsídio de desemprego e subsídio social atingiu níveis mínimos em 2016. No ano passado essa taxa de cobertura já recuperou. O Governo não eliminou todas as mudanças do programa de ajustamento, mas no início do ano acabou de vez com o...

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5 coisas para fazer durante o desemprego
Mar13

5 coisas para fazer durante o desemprego

Se está desempregado, saiba que a forma como ocupa o seu tempo durante este período desempenha um papel decisivo para o seu sucesso profissional e há 5 atitudes que deverá ter perante esta situação e que podem ajudá-lo a entrar no mercado de trabalho. Se ainda não entrou no mercado de trabalho após a conclusão dos estudos, ou se o seu contrato está a terminar ou já terminou, não significa que vá ficar parado. Antes pelo contrário, qualquer atividade a que se dedique durante este período vai espelhar a sua atitude perante a vida, pessoal e profissional. Já não basta manter o currículo atualizado ou pesquisar constantemente as ofertas divulgadas na web. Durante este período pode e deve manter estas 5 atitudes enquanto não regressa à vida ativa: Manter-se ocupado e focado Numa situação de desempregado, o principal trabalho é procurar um novo emprego. Mas para procurar trabalho e conseguir ser chamado para entrevista tem que se certificar que o seu currículo está atualizado e ainda investir em competências que se revelem essenciais para a sua profissão. Manter-se atualizado e reciclar conhecimentos é uma mais valia para quem procura emprego. Fazer voluntariado também pode ajudá-lo a manter-se ativo e atualizado. Estar atento às redes sociais Ainda que não esteja no mercado de trabalho, tente manter-se a par de tudo o que acontece na sua área de atuação. Como nunca se sabe quando é que uma oportunidade nos pode bater à porta, mantenha-se atualizado em tudo o que diz respeito à sua profissão. Sair da zona de conforto O desemprego pode ser uma oportunidade para aumentar a sua lista de contactos e de procurar por oportunidades fora da sua área de residência ou até mesmo de atuação. Limitar a sua pesquisa e permanecer apenas na sua zona de conforto pode estar a ser um entrave a conseguir uma oportunidade de emprego. Não descurar o networking Não se limite a procurar emprego nas redes sociais, recorra também a eventos de networking, como feiras de emprego, conferências e seminários da sua área profissional. Procure ainda oportunidades locais, junto dos seus amigos: eles podem conhecer alguém que conhece outro alguém que está a precisar de alguém com determinadas características como as suas. Mantenha-se também atento a vagas disponíveis noutras localizações, que possam oferecer-lhe outras oportunidades. Manter o otimismo Saber manter-se optimista é muito importante. Não perca a esperança, por mais obstáculos que se cruzem pelo seu caminho, encare-os como oportunidades para crescer e desenvolver outras competências.   FONTE:...

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2018 é o “verdadeiro ano da retoma do emprego” em Portugal, diz Hays
Fev27

2018 é o “verdadeiro ano da retoma do emprego” em Portugal, diz Hays

O Guia do Mercado Laboral revela que 81% dos empregadores a atuar em Portugal pretende contratar este ano. TI, engenharia e perfis comerciais estão em alta. As perspetivas de recrutamento para 2018 atingem o valor inédito de 81% – o valor mais alto alguma vez verificado nos inquéritos da Hays. Esta percentagem, que constitui “um claro reflexo do dinamismo do mercado de trabalho atual, torna-se algo preocupante quando comparada com a de profissionais que demonstram interesse em mudar de emprego”, que desceu este ano para o valor mais baixo de sempre (70%). “As perspetivas de recrutamento e o interesse numa mudança de emprego parecem estar a seguir rumos opostos, acentuando a clivagem entre procura e oferta de competências”, salienta a Hays. As tendências variam bastante consoante a região do país e o tipo de empresa. Nas grandes empresas nacionais, por exemplo, as intenções de recrutamento para 2018 estão bastante acima da média (86%), ultrapassando até as das empresas multinacionais (81%). A nível regional, encontram-se também algumas diferenças relevantes. A percentagem de empresas na região Norte que têm interesse em recrutar é a mais elevada do país, ascendendo a 88%. Já as regiões Centro e Sul partilham a mesma previsão de recrutamento (78%), mas têm evoluído de forma distinta: enquanto no Centro esta percentagem caiu 4 pontos percentuais face ao ano passado, a Sul disparou 10 pontos percentuais. Quando questionados relativamente ao volume de contratações previsto para 2018, cerca de um terço dos empregadores diz que pretende recrutar um número superior a 10 colaboradores. Já 13% admite mesmo querer contratar mais de 30 pessoas. “A esmagadora maioria dos recrutamentos surgirá como consequência direta do crescimento das empresas em território nacional ou no estrangeiro”, conclui a Hays. FONTE: Jornal...

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Subsídio para assistência a neto: O que é e como pedir
Fev14

Subsídio para assistência a neto: O que é e como pedir

O subsídio para assistência a neto é atribuído nos casos em que os avós vivem com os netos e estes sejam filhos de adolescentes com menos de 16 anos de idade. A licença é atribuída ao longo de 30 dias seguidos de forma exclusiva ou partilhada pelos dois avós. Este benefício social também pode ser atribuído nos casos em que os avós têm de prestar cuidados a netos portadores de deficiência ou doença crónica se os pais trabalharem, não pedirem o respetivo apoio e não puderem prestar a assistência necessária. QUEM PODE BENEFICIAR DO SUBSÍDIO PARA ASSISTÊNCIA A NETO? Este apoio social é apenas atribuído aos avós que: Trabalhem por conta de outrem; Sejam beneficiários do Seguro Social Voluntário – falamos de trabalhadores marítimos nacionais, bolseiros de investigação científica e trabalhadores de barcos estrangeiros; Estejam em situação de pré-reforma ou que recebam pensão de sobrevivência enquanto trabalham e descontam para a Segurança Social. Para a atribuição do subsídio para assistência a neto, o beneficiário – à data do impedimento para trabalhar à conta do nascimento do neto – deve ter: Seis meses de registo de remunerações; Situação contributiva regularizada na Segurança Social até ao final do terceiro mês imediatamente anterior ao mês em que deixa de trabalhar se estiver abrangido pelo Seguro Social Voluntário; Tenha gozado as licenças previstas no Código do Trabalho – no caso dos trabalhadores por conta de outrem, ou períodos equivalentes nos restantes casos. QUAL O VALOR DO SUBSÍDIO PARA ASSISTÊNCIA A NETO? As faltas por nascimento de neto de filho de menor de 16 anos são pagas a 100% da remuneração de referência. Atualmente, o montante diário mínimo não pode ser inferior a 11,24 euros, que corresponde a 80% de 1/30 do Indexante dos Apoios Sociais, atualmente fixado em 421,32 euros. COMO OBTER O SUBSÍDIO PARA ASSISTÊNCIA A NETO? O pedido pode ser feito online, via Segurança Social Direta ou nos balcões destes serviços. Deverá apresentar o Requerimento do subsídio para assistência a neto.   FONTE:...

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Como identificar ofertas de emprego falsas nos portais de emprego?
Fev06

Como identificar ofertas de emprego falsas nos portais de emprego?

Aprenda a identificar a validade de uma oferta de emprego. Dicas que ajudam a identificar pontos chave na descodificação de ofertas de emprego falsas nos portais de emprego online. A internet, para além das facilidades de trouxe para o nosso dia a dia, nas mais diversas facetas, acarreta também alguns perigos. Quem procura emprego online sabe bem dos perigos latentes em muitos dos portais de emprego online. Basta estar um pouco mais atento. E se há ofertas de emprego que apelam ao autoemprego e ao empreendedorismo, há no entanto ofertas que se revelam verdadeiras fraudes, implicando muitas vezes o nome de empresas de renome pelas quais se fazem passar. Que sinais devo então ter em atenção ao ponderar candidatar-me a uma oferta de emprego? Analise o discurso O discurso é coerente e a oferta é percetível? Ou pedem apenas o ensino básico mas com conhecimentos legais e domínio oral e escrito de várias línguas? Se está escrito em Português, as frases fazem sentido? Se sim, avance para o ponto 2, caso contrário talvez seja melhor pesquisar outra oferta. Se a descrição da oferta de emprego lhe parece credível, faça uma pesquisa no Google sobre a empresa em questão. Informe-se sobre a área de atuação, mercados, etc. Se até aqui a oferta continua a ser coerente avance para o ponto seguinte. Em caso de fraude facilmente acederá a informação sobre o tema. Verifique se a oferta tem um email de contacto institucional. Tenha muito cuidado com as ofertas que vêm com um email de contacto do género (nomedaempresa@gmail.com) ou (recrutamento@gmail.com). A maioria das grandes empresas já tem domínio próprio, mesmo que se trate de um email da Google. Em caso de dúvida, confirme sempre os dados de contacto e compare-os com os dados apresentados na página oficial da empresa ou nas páginas oficiais nas redes sociais. Se a empresa tem mesmo um contacto Google ou Hotmail, avance. O mesmo se passa com as correntes virais que encontramos online a apelar à participação em passatempos e que apenas têm como intuito a obtenção de dados pessoais, como aconteceu mais recentemente com o Lidl. Se o endereço do Lidl é https://www.lidl.pt/ não faz sentido lançar uma promoção cujo endereço é lidl-pt.site/aniversario. A “raiz” não sendo a mesma, dificilmente será uma página alojada no mesmo site. Se ainda assim há qualquer coisa que lhe diz que há algo errado na oferta em questão pode também perguntar nos grupos de emprego online se alguém já ouviu falar da empresa em causa. Sabia que caso tenha acesso ao NIF da empresa é possível validar a sua existência? O portal para validação de NIPC de empresas está disponível na página da Comissão Europeia em http://ec.europa.eu/...

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Subsídio extra vai chegar a 13 mil desempregados de longa duração
Jan25

Subsídio extra vai chegar a 13 mil desempregados de longa duração

Há cerca de 13 mil desempregados de longa duração que preenchem os requisitos para beneficiar do apoio extraordinário que lhes permite receber durante seis meses um valor equivalente a 80% do seu subsídio social de desemprego. Os potenciais beneficiários vão começar a ser notificados pela Segurança Social ainda durante esta semana e têm 90 dias para apresentar o pedido. Este apoio extraordinário foi criado pelo Orçamento do Estado de 2016, tendo o governo decidido prorrogá-lo em 2017 e 2018. O objetivo é conceder uma ajuda financeira a pessoas que estão sem trabalho há mais de um ano (e que por isso são consideradas desempregados de longa duração) e que esgotaram subsídio social de desemprego há pelo menos 180 dias. Para se aceder à medida é ainda necessário que a situação de desemprego tenha sido involuntária. De acordo com dados facultados ao DN/Dinheiro Vivo pelo Ministério do Trabalho e da Segurança Social, foram identificados em 12 mil a 13 mil pessoas que se enquadram no perfil de potenciais beneficiários. Na notificação, que vai chegar por carta até ao final desta semana, seguem informações sobre as condições e os passos que devem ser observados, nomeadamente que o requerimento a solicitar o apoio deve ser entregue no prazo máximo de 90 dias, contados a partir do momento em que o desempregado complete 180 dias sobre o fim da concessão do último subsídio social de desemprego. Este prazo de 180 dias é uma das alterações introduzida pelo OE 2018 e que visou encurtar o período de tempo sem qualquer subsídio que os desempregados tinham de observar até poderem solicitar este apoio extraordinário. Até aí, o prazo eram 360 dias. Por causa desta alteração, as pessoas que tenham completado aqueles 180 dias até 31 de dezembro de 2017 devem avançar com o requerimento (junto dos serviços de atendimento da Segurança Social da sua área de residência) no prazo máximo de 90 dias a contar da data em que receberem esta notificação. A não entrega deste requerimento nos prazos indicados implica a perda do direito a esta prestação que equivale a 80% do subsídio social de desemprego – cujo valor ronda os 343 euros quando o desempregado vive sozinho ou os 428,9 euros quando viver com familiares. Desde que esta medida entrou em vigor, em janeiro de 2016, já foram notificadas pela Segurança Social 41 812 pessoas, das quais 16 007 apresentaram requerimento. No final de 2017 estavam a receber este apoio 2458 pessoas. Este número altera-se todos os meses, pelo facto de os beneficiários irem esgotando o período máximo de atribuição (seis meses) ou porque deixaram de reunir condições para o receber. É que...

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Um trabalhador em cada oito é funcionário público
Jan18

Um trabalhador em cada oito é funcionário público

Portugal é dos países da União Europeia que mais gastam com a Função Pública… Em 100 portugueses em idade ativa, 12,8 trabalham na Função Pública. De acordo com o Boletim Estatístico do Emprego Público, em junho deste ano um trabalhador em cada oito era funcionário público, num total de 668 338 funcionários do Estado. O número representa uma descida de 8,2% em relação a 2011, mas um aumento de 1,3% face ao mesmo período do ano passado. Dos que saíram, a maioria fê-lo para a reforma (que representa 47,6% das saídas). O documento, divulgado ontem, mostra ainda que foram as contratações na Educação e na Saúde que mais contribuíram para esta subida. As duas atividades concentram, aliás, 55,1% do emprego na Administração Pública. Os funcionários públicos viram os salários subir em 2017, face ao ano anterior – em parte devido ao fim de cortes impostos pela Troika ou ao aumento do subsídio de refeição. Em abril de 2017, um trabalhador do Estado ganhava, em média, 1676,8 por mês, mais 32,3 euros do que no período homólogo. Acima deste valor, ganhavam, entre outros, os trabalhadores em “atividades de consultoria, científicas, técnicas e similares” (1976,7 euros), “atividades financeiras e de seguros” ( 2 541,8 euros) e “ensino superior na Educação” (2 507,2 euros). Já as profissões ligadas à “Educação” e “Administração Pública, Defesa e Segurança Social obrigatória” que, em conjunto, pesam 70,5% no Estado, auferiam 1799,4 euros e 1565,7 euros, respetivamente, passando a levar para casa em 2017 mais 20,2 euros e 37,3 euros por mês. Os dados revelam ainda que Portugal é dos países da UE que mais gastam em salários da Função Pública: por cá, cerca de 11,1% do PIB destina-se ao pagamento destes profissionais. Já a média europeia fixa-se em 10% do PIB. Quase no final da tabela está a Alemanha, que despende apenas 7,5% do PIB com a Função Pública....

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Pensões e subsídios: o que vai mudar em 2018?
Jan02

Pensões e subsídios: o que vai mudar em 2018?

Várias prestações sociais aumentam este ano, entre as quais as pensões, o subsídio de desemprego e o abono, mas a idade da reforma volta a subir e o fator de sustentabilidade mantém-se para a maioria das pensões antecipadas. Pensões aumentam entre 1% e 1,8% As pensões vão aumentar por via legislativa, entre 1% e 1,8% em janeiro, segundo cálculos feitos com base nos valores da inflação publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). As pensões até dois Indexantes de Apoios Sociais (IAS), ou seja, até 857,8 euros, onde se inclui a maioria dos pensionistas, aumentam 1,8% em janeiro. Já as pensões entre duas vezes e seis vezes o valor do IAS (entre 857,8 euros e 2.573 euros) serão atualizadas em 1,3%, enquanto as pensões superiores a este montante deverão ter um aumento de cerca de 1%. Segundo o Governo, cerca de 3,6 milhões de pensões, a que correspondem um total de 2,8 milhões de pensionistas, serão atualizadas em janeiro, com um impacto financeiro de cerca de 357 milhões de euros. Além deste aumento de janeiro, em agosto haverá uma subida extraordinária entre seis e dez euros para pensionistas que recebam, no conjunto das pensões, até 643 euros, consoante tenha ou não existido atualização da pensão entre 2011 e 2015. Este aumento extraordinário incorpora a atualização de janeiro e será aplicado por pensionista cujo conjunto das pensões não exceda 1,5 IAS, chegando a 1,6 milhões de pessoas. O custo com esta medida é estimado em 35,4 milhões de euros. Idade normal de acesso à reforma passa para os 66 anos e quatro meses No próximo ano, a idade normal de acesso à reforma volta a aumentar, fixando-se nos 66 anos e quatro meses. Além disso, mantém-se o fator de sustentabilidade para a grande maioria das reformas antecipadas que sofrem um corte de 14,5% devido ao fator de sustentabilidade. A esta redução pela via do fator de sustentabilidade soma-se o corte de 0,5% por cada mês de antecipação face à idade normal de aposentação (66 anos e quatro meses em 2018). O fim do fator de sustentabilidade chegou a constar dos documentos do Ministério do Trabalho enviados aos parceiros sociais em abril de 2017, mas a medida não foi concretizada até agora, não se sabendo quando será retomada a discussão sobre a segunda fase da revisão das reformas antecipadas. O fator de sustentabilidade foi, entretanto, eliminado apenas para as carreiras muito longas, ou seja, para as pessoas com 60 anos de idade e 48 anos de contribuições ou para quem começou a trabalhar antes dos 15 anos e conte 64 anos de descontos. Também as pensões de invalidez deixam de ter...

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Candidatos a professor quase sem emprego a partir de 2020
Dez19

Candidatos a professor quase sem emprego a partir de 2020

Estudo sobre a necessidade de docentes para o 3º ciclo e secundário calcula que serão precisos apenas 470 novos profissionais entre 2020 e 2025… Os alunos que entraram agora no ensino superior ou que estão nos primeiros anos e que esperam vir a dar aulas no 3º ciclo e secundário podem vir a enfrentar grandes dificuldades de emprego, sobretudo se chegarem ao mercado de trabalho entre 2020 e 2025. Nos cinco anos seguintes, as perspetivas devem melhorar um pouco, mas o “sistema não terá capacidade para absorver os 1500 novos professores que, por hipótese, se continuem a formar anualmente”. A redução acentuada do número de jovens no sistema, por causa da quebra da natalidade, assim o determina, conclui-se no estudo “Professores: uma profissão sem renovação à vista”, da autoria da investigadora Isabel Flores. Os cálculos foram feitos com base no número de nascimentos em Portugal até 2017 e ponderando as elevadas taxas de insucesso (que mantém os alunos mais tempo no sistema), a escolaridade obrigatória até aos 18 anos e a redução do abandono escolar. Apesar de as estimativas preverem igualmente a reforma de “30 mil professores nos próximos 15 anos”, a dimensão da quebra da natalidade fará com que sejam precisos muito menos docentes a trabalhar em pleno no sistema: “apenas 13 mil novas entradas entre 2015 e 2030” para dar aulas no 3º ciclo e secundário, com a maioria a acontecer até 2020. Nos cinco anos seguintes, o número poderá ficar abaixo das 500 contratações para a totalidade desse período. Isto se se quiser manter o atual rácio de alunos por professor e não houver alterações na organização do sistema, como mexidas no limite de estudantes por turma ou horários de trabalho dos professores, sublinha-se neste estudo. A análise, juntamente com outros dez trabalhos de investigação, está incluída no relatório anual do Conselho Nacional de Educação dedicado ao “Estado da Educação”, divulgado esta terça-feira. De acordo com os números apresentados neste estudo, em 2030 haverá quase menos 160 mil alunos a frequentar as escolas do 3º ciclo e secundário face a 2020, ou seja, uma queda de 22% em 10 anos. E o número de professores deverá passar de 74 mil em 2015 para 57 mil em 2030, uma redução de 17 mil profissionais (menos 22%). Isabel Flores fez uma análise detalhada por cinco disciplinas do 3º ciclo e secundário – que agregam cerca de metade de todos os docentes nestes níveis de ensino – e concluiu, por exemplo, que serão necessários cerca de mais 2100 professores de Português. Quase metade dos que dão aulas a esta disciplina têm mais de 50 anos e apenas 14 têm...

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9 trabalhos de sonho que provavelmente não conhecia
Dez12

9 trabalhos de sonho que provavelmente não conhecia

Existem empregos perfeitos? Talvez não, mas para algumas pessoas, estes são fortes candidatos. A Business Insider fez uma lista de alguns empregos que parecem bons demais para ser verdade. Ganhar dinheiro a beber cerveja ou a ver televisão? Sim, é possível. 9 trabalhos de sonho que provavelmente não conhecia 1. Cientista de chocolates Em 2014, a Universidade de Cambridge anunciou uma vaga para cientista de chocolates. O trabalho consistia em encontrar uma maneira de fabricar um certo tipo de chocolate que se mantivesse sólido e delicioso em lugares quentes. Trabalhar com chocolate pode parecer uma oferta tentadora, no entanto o projeto fazia parte de um programa de doutoramento da Universidade e o acesso a Cambridge não é propriamente simples. 2. Provador de cerveja O conceituado instituto Smithsonian publicou em 2016 uma oferta de emprego com este nome, no âmbito de um projeto sobre a história alimentar. O seleccionado teria que viajar pelos Estados Unidos durante três anos para encontrar a cerveja com melhor qualidade no país. Para ficar com o lugar um dos requisitos era ser historiador profissional e ter experiência em pesquisa académica. O salário ultrapassava os 54 mil euros por ano. 3. Mestre construtor de Lego Se quiser obter este estatuto deve começar a praticar o mais rápido possível. Em todo o mundo o grupo de pessoas com este estatuto não tem mais de 40 membros. Os candidatos que consigam passar todo o processo de selecção obtêm o título de mestre e ficam responsáveis pela construção dos cenários nos parques temáticos da Lego. 4. Proprietário de um café de gatos Este tipo de estabelecimentos está a ter um sucesso enorme no Japão. Os clientes entram para beber um café ao mesmo tempo que observam e brincam com os gatos residentes. 5. Monitor de surf para cães De todos os truques que os cães podem aprender, um dos mais curiosos é o de pegar ondas. Alguns monitores oferecem aulas para ensinarem cães a fazer surf. 6. Telespectador profissional Esta parece a melhor forma de passar horas em frente à televisão e não se sentir culpado por isso. Alguns programas de entretenimento e de informação contratam pessoas para acompanhar a concorrência e selecionarem os conteúdos mais interessantes. 7. Cuidador de pandas O Centro de Protecção e de Investigação do Panda Gigante de Sichuan, na China, anunciou em 2014 que procurava candidatos para tomar conta de crias de panda.”O trabalho tem uma única missão: passar 365 dias com os pandas e partilhar as suas tristezas e alegrias”, revelou o centro de protecção animal à Business Insider. 8. Testar escorregas aquáticos De acordo com a Fast Company, um estudante recebeu 30...

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91 mil desempregados deixam de ter corte de 10% no subsídio em janeiro
Dez05

91 mil desempregados deixam de ter corte de 10% no subsídio em janeiro

Cerca de 91 mil beneficiários do subsídio de desemprego deixam de ter, a partir de janeiro, o corte de 10% que estava a ser aplicado após seis meses de atribuição, disse fonte do Ministério do Trabalho à agência Lusa. O número de beneficiários abrangidos pelo fim do corte de 10% no subsídio de desemprego será de 91.000 no mês de janeiro”, revelou a fonte oficial do ministério de Vieira da Silva. O fim do corte, proposto pelo PCP e pelo Bloco de Esquerda e aprovado durante o debate da especialidade do Orçamento do Estado para 2018, terá uma despesa de cerca de 40 milhões de euros, revelou o Ministério. A mesma fonte garante que “o processamento do pagamento do subsídio de desemprego no mês de janeiro já será feito sem o corte dos 10%”. O corte, que é aplicado após seis meses a receber subsídio de desemprego, foi introduzido pelo anterior Governo, no tempo da ‘troika’. Em junho deste ano, a medida foi eliminada apenas para os subsídios de valor mais baixo, de forma a garantir que ninguém receberia uma prestação inferior a um Indexante de Apoios Sociais (421,32 euros). Na altura, a decisão abrangeu cerca de 58% dos beneficiários. Segundo as estatísticas da Segurança Social mais recentes, o número de beneficiários de prestações de desemprego em outubro ascendeu a 180.164 beneficiários, existindo 146.226 pessoas a receber subsídio de desemprego. O valor médio do subsídio por beneficiário fixou-se em 462,05 euros em outubro, refletindo uma descida de 1% face ao mês homólogo e uma redução de 0,6% face ao mês anterior.   FONTE:...

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