Um trabalhador em cada oito é funcionário público
Jan18

Um trabalhador em cada oito é funcionário público

Portugal é dos países da União Europeia que mais gastam com a Função Pública… Em 100 portugueses em idade ativa, 12,8 trabalham na Função Pública. De acordo com o Boletim Estatístico do Emprego Público, em junho deste ano um trabalhador em cada oito era funcionário público, num total de 668 338 funcionários do Estado. O número representa uma descida de 8,2% em relação a 2011, mas um aumento de 1,3% face ao mesmo período do ano passado. Dos que saíram, a maioria fê-lo para a reforma (que representa 47,6% das saídas). O documento, divulgado ontem, mostra ainda que foram as contratações na Educação e na Saúde que mais contribuíram para esta subida. As duas atividades concentram, aliás, 55,1% do emprego na Administração Pública. Os funcionários públicos viram os salários subir em 2017, face ao ano anterior – em parte devido ao fim de cortes impostos pela Troika ou ao aumento do subsídio de refeição. Em abril de 2017, um trabalhador do Estado ganhava, em média, 1676,8 por mês, mais 32,3 euros do que no período homólogo. Acima deste valor, ganhavam, entre outros, os trabalhadores em “atividades de consultoria, científicas, técnicas e similares” (1976,7 euros), “atividades financeiras e de seguros” ( 2 541,8 euros) e “ensino superior na Educação” (2 507,2 euros). Já as profissões ligadas à “Educação” e “Administração Pública, Defesa e Segurança Social obrigatória” que, em conjunto, pesam 70,5% no Estado, auferiam 1799,4 euros e 1565,7 euros, respetivamente, passando a levar para casa em 2017 mais 20,2 euros e 37,3 euros por mês. Os dados revelam ainda que Portugal é dos países da UE que mais gastam em salários da Função Pública: por cá, cerca de 11,1% do PIB destina-se ao pagamento destes profissionais. Já a média europeia fixa-se em 10% do PIB. Quase no final da tabela está a Alemanha, que despende apenas 7,5% do PIB com a Função Pública....

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Pensões e subsídios: o que vai mudar em 2018?
Jan02

Pensões e subsídios: o que vai mudar em 2018?

Várias prestações sociais aumentam este ano, entre as quais as pensões, o subsídio de desemprego e o abono, mas a idade da reforma volta a subir e o fator de sustentabilidade mantém-se para a maioria das pensões antecipadas. Pensões aumentam entre 1% e 1,8% As pensões vão aumentar por via legislativa, entre 1% e 1,8% em janeiro, segundo cálculos feitos com base nos valores da inflação publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). As pensões até dois Indexantes de Apoios Sociais (IAS), ou seja, até 857,8 euros, onde se inclui a maioria dos pensionistas, aumentam 1,8% em janeiro. Já as pensões entre duas vezes e seis vezes o valor do IAS (entre 857,8 euros e 2.573 euros) serão atualizadas em 1,3%, enquanto as pensões superiores a este montante deverão ter um aumento de cerca de 1%. Segundo o Governo, cerca de 3,6 milhões de pensões, a que correspondem um total de 2,8 milhões de pensionistas, serão atualizadas em janeiro, com um impacto financeiro de cerca de 357 milhões de euros. Além deste aumento de janeiro, em agosto haverá uma subida extraordinária entre seis e dez euros para pensionistas que recebam, no conjunto das pensões, até 643 euros, consoante tenha ou não existido atualização da pensão entre 2011 e 2015. Este aumento extraordinário incorpora a atualização de janeiro e será aplicado por pensionista cujo conjunto das pensões não exceda 1,5 IAS, chegando a 1,6 milhões de pessoas. O custo com esta medida é estimado em 35,4 milhões de euros. Idade normal de acesso à reforma passa para os 66 anos e quatro meses No próximo ano, a idade normal de acesso à reforma volta a aumentar, fixando-se nos 66 anos e quatro meses. Além disso, mantém-se o fator de sustentabilidade para a grande maioria das reformas antecipadas que sofrem um corte de 14,5% devido ao fator de sustentabilidade. A esta redução pela via do fator de sustentabilidade soma-se o corte de 0,5% por cada mês de antecipação face à idade normal de aposentação (66 anos e quatro meses em 2018). O fim do fator de sustentabilidade chegou a constar dos documentos do Ministério do Trabalho enviados aos parceiros sociais em abril de 2017, mas a medida não foi concretizada até agora, não se sabendo quando será retomada a discussão sobre a segunda fase da revisão das reformas antecipadas. O fator de sustentabilidade foi, entretanto, eliminado apenas para as carreiras muito longas, ou seja, para as pessoas com 60 anos de idade e 48 anos de contribuições ou para quem começou a trabalhar antes dos 15 anos e conte 64 anos de descontos. Também as pensões de invalidez deixam de ter...

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Candidatos a professor quase sem emprego a partir de 2020
Dez19

Candidatos a professor quase sem emprego a partir de 2020

Estudo sobre a necessidade de docentes para o 3º ciclo e secundário calcula que serão precisos apenas 470 novos profissionais entre 2020 e 2025… Os alunos que entraram agora no ensino superior ou que estão nos primeiros anos e que esperam vir a dar aulas no 3º ciclo e secundário podem vir a enfrentar grandes dificuldades de emprego, sobretudo se chegarem ao mercado de trabalho entre 2020 e 2025. Nos cinco anos seguintes, as perspetivas devem melhorar um pouco, mas o “sistema não terá capacidade para absorver os 1500 novos professores que, por hipótese, se continuem a formar anualmente”. A redução acentuada do número de jovens no sistema, por causa da quebra da natalidade, assim o determina, conclui-se no estudo “Professores: uma profissão sem renovação à vista”, da autoria da investigadora Isabel Flores. Os cálculos foram feitos com base no número de nascimentos em Portugal até 2017 e ponderando as elevadas taxas de insucesso (que mantém os alunos mais tempo no sistema), a escolaridade obrigatória até aos 18 anos e a redução do abandono escolar. Apesar de as estimativas preverem igualmente a reforma de “30 mil professores nos próximos 15 anos”, a dimensão da quebra da natalidade fará com que sejam precisos muito menos docentes a trabalhar em pleno no sistema: “apenas 13 mil novas entradas entre 2015 e 2030” para dar aulas no 3º ciclo e secundário, com a maioria a acontecer até 2020. Nos cinco anos seguintes, o número poderá ficar abaixo das 500 contratações para a totalidade desse período. Isto se se quiser manter o atual rácio de alunos por professor e não houver alterações na organização do sistema, como mexidas no limite de estudantes por turma ou horários de trabalho dos professores, sublinha-se neste estudo. A análise, juntamente com outros dez trabalhos de investigação, está incluída no relatório anual do Conselho Nacional de Educação dedicado ao “Estado da Educação”, divulgado esta terça-feira. De acordo com os números apresentados neste estudo, em 2030 haverá quase menos 160 mil alunos a frequentar as escolas do 3º ciclo e secundário face a 2020, ou seja, uma queda de 22% em 10 anos. E o número de professores deverá passar de 74 mil em 2015 para 57 mil em 2030, uma redução de 17 mil profissionais (menos 22%). Isabel Flores fez uma análise detalhada por cinco disciplinas do 3º ciclo e secundário – que agregam cerca de metade de todos os docentes nestes níveis de ensino – e concluiu, por exemplo, que serão necessários cerca de mais 2100 professores de Português. Quase metade dos que dão aulas a esta disciplina têm mais de 50 anos e apenas 14 têm...

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9 trabalhos de sonho que provavelmente não conhecia
Dez12

9 trabalhos de sonho que provavelmente não conhecia

Existem empregos perfeitos? Talvez não, mas para algumas pessoas, estes são fortes candidatos. A Business Insider fez uma lista de alguns empregos que parecem bons demais para ser verdade. Ganhar dinheiro a beber cerveja ou a ver televisão? Sim, é possível. 9 trabalhos de sonho que provavelmente não conhecia 1. Cientista de chocolates Em 2014, a Universidade de Cambridge anunciou uma vaga para cientista de chocolates. O trabalho consistia em encontrar uma maneira de fabricar um certo tipo de chocolate que se mantivesse sólido e delicioso em lugares quentes. Trabalhar com chocolate pode parecer uma oferta tentadora, no entanto o projeto fazia parte de um programa de doutoramento da Universidade e o acesso a Cambridge não é propriamente simples. 2. Provador de cerveja O conceituado instituto Smithsonian publicou em 2016 uma oferta de emprego com este nome, no âmbito de um projeto sobre a história alimentar. O seleccionado teria que viajar pelos Estados Unidos durante três anos para encontrar a cerveja com melhor qualidade no país. Para ficar com o lugar um dos requisitos era ser historiador profissional e ter experiência em pesquisa académica. O salário ultrapassava os 54 mil euros por ano. 3. Mestre construtor de Lego Se quiser obter este estatuto deve começar a praticar o mais rápido possível. Em todo o mundo o grupo de pessoas com este estatuto não tem mais de 40 membros. Os candidatos que consigam passar todo o processo de selecção obtêm o título de mestre e ficam responsáveis pela construção dos cenários nos parques temáticos da Lego. 4. Proprietário de um café de gatos Este tipo de estabelecimentos está a ter um sucesso enorme no Japão. Os clientes entram para beber um café ao mesmo tempo que observam e brincam com os gatos residentes. 5. Monitor de surf para cães De todos os truques que os cães podem aprender, um dos mais curiosos é o de pegar ondas. Alguns monitores oferecem aulas para ensinarem cães a fazer surf. 6. Telespectador profissional Esta parece a melhor forma de passar horas em frente à televisão e não se sentir culpado por isso. Alguns programas de entretenimento e de informação contratam pessoas para acompanhar a concorrência e selecionarem os conteúdos mais interessantes. 7. Cuidador de pandas O Centro de Protecção e de Investigação do Panda Gigante de Sichuan, na China, anunciou em 2014 que procurava candidatos para tomar conta de crias de panda.”O trabalho tem uma única missão: passar 365 dias com os pandas e partilhar as suas tristezas e alegrias”, revelou o centro de protecção animal à Business Insider. 8. Testar escorregas aquáticos De acordo com a Fast Company, um estudante recebeu 30...

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91 mil desempregados deixam de ter corte de 10% no subsídio em janeiro
Dez05

91 mil desempregados deixam de ter corte de 10% no subsídio em janeiro

Cerca de 91 mil beneficiários do subsídio de desemprego deixam de ter, a partir de janeiro, o corte de 10% que estava a ser aplicado após seis meses de atribuição, disse fonte do Ministério do Trabalho à agência Lusa. O número de beneficiários abrangidos pelo fim do corte de 10% no subsídio de desemprego será de 91.000 no mês de janeiro”, revelou a fonte oficial do ministério de Vieira da Silva. O fim do corte, proposto pelo PCP e pelo Bloco de Esquerda e aprovado durante o debate da especialidade do Orçamento do Estado para 2018, terá uma despesa de cerca de 40 milhões de euros, revelou o Ministério. A mesma fonte garante que “o processamento do pagamento do subsídio de desemprego no mês de janeiro já será feito sem o corte dos 10%”. O corte, que é aplicado após seis meses a receber subsídio de desemprego, foi introduzido pelo anterior Governo, no tempo da ‘troika’. Em junho deste ano, a medida foi eliminada apenas para os subsídios de valor mais baixo, de forma a garantir que ninguém receberia uma prestação inferior a um Indexante de Apoios Sociais (421,32 euros). Na altura, a decisão abrangeu cerca de 58% dos beneficiários. Segundo as estatísticas da Segurança Social mais recentes, o número de beneficiários de prestações de desemprego em outubro ascendeu a 180.164 beneficiários, existindo 146.226 pessoas a receber subsídio de desemprego. O valor médio do subsídio por beneficiário fixou-se em 462,05 euros em outubro, refletindo uma descida de 1% face ao mês homólogo e uma redução de 0,6% face ao mês anterior.   FONTE:...

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5 profissões bem remuneradas que não requerem diploma de ensino superior
Nov28

5 profissões bem remuneradas que não requerem diploma de ensino superior

Conheça 5 áreas profissionais que não exigem diploma de curso superior e pondere se possui as competências para desempenhar estas funções. É-nos incutido desde muito cedo que o caminho mais natural para alcançarmos os melhores empregos é a educação. No entanto, existem caminhos alternativos para o sucesso e encontrá-lo nem sempre depende necessariamente de possuir um diploma universitário. Conheça 5 atividades profissionais que dispensam a frequência de um curso superior. 5 PROFISSÕES QUE NÃO REQUEREM DIPLOMA DE ENSINO SUPERIOR DJ A receita é unânime entre os DJ’s mais bem sucedidos – a experiência é quase tudo, até porque não há, até ao momento, diploma universitário que habilite a trabalhar nesta área. Começar por pequenas festas particulares, praticar muito, desenvolver as aptidões como DJ praticando in loco parece ser uma boa forma de começar. É fundamental aprender a estruturar um repertório adequado, improvisar quando necessário e conseguir captar a atenção do público ao longo do “set”. Atualmente, existem cursos de DJ, mas para desenvolver o talento nada como ser-se auto didata e praticar (mesmo) muito. Competências sugeridas: conhecimentos de marketing, redes sociais, conhecer a indústria da música, ter criatividade e saber trabalhar com software informático de produção musical. FOTÓGRAFO Não sendo de todo obrigatório ter diploma de curso superior para se ser um bom fotógrafo, é no entanto sempre aconselhável frequentar um curso de fotografia, que, aliado a uma boa capacidade para se trabalhar em regime freelance, pode ser o segredo para uma carreira de sucesso. Existem bastantes cursos de fotografia no mercado, desde níveis de iniciação até níveis avançados. Competências sugeridas: criatividade, marketing, redes sociais, conhecimentos técnicos, rede de contactos, capacidade de negociação. MAKEUP ARTIST/ MAQUILHADOR(A) PROFISSIONAL Mais uma vez, o segredo está na prática e no desenvolvimento do talento individual. Normalmente, antes de poder ter condições para criar o seu próprio negócio, os maquilhadores associam-se a lojas, a determinadas marcas e, assim, vão desenvolvendo o seu estilo. Sim: ter um estilo próprio é fundamental! Competências sugeridas: criatividade, sensibilidade empresarial, gestão do tempo, atendimento ao cliente, conhecimento da indústria da beleza, ser sensível às necessidades das noivas e das festas de casamento, entre outros eventos. HAIR STYLIST/ CABELEIREIRO(A) Muitas pessoas confiam mais no seu cabeleireiro do que em qualquer outra pessoa. Para quem estiver interessado nesta profissão e tem um bom sentido estético e de imagem pessoal, uma grande destreza manual e boas habilidades de comunicação, esta pode ser uma excelente escolha de carreira. Primeiro, terá que aprender as habilidades técnicas necessárias para fazer esse trabalho, que inclui corte, coloração, e branqueamento. Competências sugeridas: criatividade, flexibilidade, higiene pessoal, sensibilidade para a moda, boas competências de comunicação. CUIDADOR DE CRIANÇAS...

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Desempregados de longa duração vão esperar menos para aceder a apoio
Nov21

Desempregados de longa duração vão esperar menos para aceder a apoio

O prazo para os desempregados de longa duração acederem a apoio extraordinário vai ser reduzido para metade… O governo, através da proposta do Orçamento do Estado, decidiu prolongar para 2018 a manutenção do apoio aos desempregados de longa duração. Por proposta do PCP, o prazo para aceder a esta medida vai ser reduzido para metade, ou seja, os potenciais beneficiários podem avançar com o pedido passados 180 dias sobre o fim do subsídio de desemprego. A proposta de alteração ao OE subscrita pelo Grupo Parlamentar do PCP determina ainda que “excecionalmente, durante o mês de janeiro de 2018” os serviços terão de notificar por escrito todos os beneficiários “que tenham completado entre 180 a 360 dias após a data de cessação de concessão do subsídio social de desemprego, para que estes possam efetuar o respetivo requerimento”. O requerimento deve ser apresentado nos serviços no prazo máximo de 90 dias. Este apoio social para desempregados de longa duração (categoria que inclui todas as pessoas que estão sem trabalho há pelo menos 12 meses) surgiu pela primeira vez no OE de 2016 e visa as pessoas que estão em situação de desemprego e já esgotaram quer o subsídio de desemprego, quer o subsídio social de desemprego. Nas regras atualmente em vigor, para haver lugar à concessão deste apoio, é necessário que tenham decorrido 360 dias após a data de cessação do último subsídio social de desemprego. Além deste há outro limite a ter em conta, nomeadamente que nenhum dos elementos do agregado familiar disponha de um rendimento mensal superior a 335,38 euros. O acesso fica também vedado a quem disponha de ativos financeiros (contas bancárias, fundos de investimento, ações entre outros) de valor superior a 100,6 mil euros. O valor deste apoio extraordinário é equivalente a 80% do montante do último subsídio social de desemprego (sendo que esta prestação está sujeita a condição de recursos) e é concedido durante seis meses. Esta medida extraordinária começou a chegar aos primeiros desempregados em julho de 2016. Na altura o universo de beneficiários foi de 73. Atualmente chega a 2643 desempregados – mas o número varia todos os meses, em função das novas entradas (por parte de pessoas que cumprem os requisitos) e saídas (porque a medida tem a duração de 6 meses). Segundo a informação avançada pelo Público e confirmada pelo Dinheiro Vivo, a redução do prazo de 360 para 180 dias proposta pelo PCP conta com a poio do PS o que garantirá o seu acolhimento na lei do OE.   FONTE: Dinheiro...

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Chegar aos 30 sem “anel” nem emprego fixo. O que pensam os millennials?
Nov07

Chegar aos 30 sem “anel” nem emprego fixo. O que pensam os millennials?

Ai, os 30 anos. Esses tempos entre a juventude e os primeiros anos de uma idade adulta em que ainda é possível dizer que o melhor está para vir. Muito mudou quando comparamos o que era a vida dos pais destas pessoas quando tinham 30 anos e a vida que os filhos têm agora — algumas coisas simplificaram-se mas também muito se complicou para a geração à qual os sociólogos chamam millenials e que engloba aproximadamente todos os que nasceram entre 1980 e 2000. Gente relativamente nova, mas que carrega um peso milenar sobre os ombros: o de serem melhores — ou fazerem melhor — do que as gerações anteriores fizeram. Até à crise financeira tinha sido assim: as gerações futuras viveram sempre melhor que as anteriores. Coisas palpáveis, que é delas? As chaves de uma casa, uma aliança, um carrinho de bebé? Ao menos um lugar nos quadros de uma empresa. Às vezes a reposta é “nenhuma das anteriores”. Muitas vezes chamam-lhes arrogantes, neuróticos, irrealistas, egocêntricos sempre colados ao ecrã. Eles, por outro lado, estudaram como lhes disseram, depois estudaram um pouco mais, como começou a ser preciso, apenas para entrar no jogo, e continuaram a estudar porque não tinham emprego. Eternos ansiosos, alguns mesmo deprimidos. É fácil brincar com isto. Afinal, que razão tem um jovem adulto com saúde para se questionar tanto sobre tudo o que ainda não tem? É que o mundo mudou, mas os os postes e a trave da baliza continuam no mesmo sítio. Casa própria (ou pelo menos não partilhada), família e um contrato estável (leia-se: não a recibos verdes) ainda são os principais indicadores que medem o sucesso da vida. Tenho muita garganta Pouca guita ‘pra tinta Só descrevo o que quiser cantar Podes ver-me falhar Até te mostro uma lista A vaidade não me vai largar Amanhã ’tou melhor Tenho outras coisas em vista E a vergonha atrás vou deixar Vou mas é decidir o que vou parecer Não quer dizer que é o que eu vá ser Vou mas é decidir o que vou parecer Não quer dizer que é o que eu vá ser Amanhã ’tou melhor Música Amanhã Tou Melhor – Capitão Fausto Afinal a música já explicou tudo. Tanto sobre esta como sobre outras gerações. Foi sempre assim. As dificuldades sempre lá estiveram. O que faz então das pessoas à volta dos 30 uma geração sofrida, habitada por culpa por não serem nem terem tudo o que o mundo aparentemente permite e permeável a uma permanente sensação de insegurança laboral, mesmo com níveis de educação superior nunca antes registados? “Sinto que o património que adquiri ao...

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Homens ou mulheres? A quem vão os robôs tirar mais empregos?
Out24

Homens ou mulheres? A quem vão os robôs tirar mais empregos?

Já ninguém parece ter dúvidas de que os robôs vão ocupar o lugar de pessoas num conjunto alargado de profissões, conduzindo a uma perda avultada de empregos. Um estudo do Fórum Económico Mundial, por exemplo, estima em mais de sete milhões os postos de trabalho que vão perder-se por causa da robotização no período 2015-2020. Ao mesmo tempo, avança o estudo, serão criados dois milhões de novos empregos, sendo a perda líquida de cinco milhões. O estudo resultou de um inquérito a 371 “empregadores globais”, representando mais de 13 milhões de trabalhadores de nove setores de atividade em 15 economias. Mas terá a automatização o mesmo impacto na força de trabalho masculina e feminina? Segundo o estudo, os homens vão perder quatro milhões de empregos, mas vão ganhar 1,4 milhões, ou seja, será criado um novo posto por cada três perdidos. Já as mulheres vão ser atingidas em três milhões de empregos, e recuperarão apenas 550 mil, ganhando um por cada cinco perdidos. Além disso, as mulheres correm o risco de ficar excluídas dos novos empregos, que surgirão mais em áreas tipicamente masculinas, como a das tecnologias de informação. Um estudo recente da consultora PwC estima que no Reino Unido 30% dos empregos podem vir a ser substituídos por robôs até 2030, afetando dez milhões de trabalhadores britânicos. A perspetiva é que a perda de empregos afete menos a força de trabalho feminina. Para os homens, a PwC estima que os empregos em risco atinjam os 35%, um número superior aos 26% previstos para as funções desempenhadas por mulheres. E o que explica esta diferença? Segundo a consultora, as mulheres realizam tarefas mais dificilmente replicáveis por robôs, nomeadamente nas áreas da saúde e da educação. Além disso, há mais homens em empregos que requerem menos qualificações, como nos transportes e indústria. À mesma conclusão chega a consultora AlphaBeta, relativamente à força de trabalho na Austrália. Segundo a análise desta empresa, cerca de dois milhões de australianos do sexo masculino estão em risco de perder o seu emprego por causa da automatização. No caso das mulheres são 750 mil. Os operários dos setores da construção e minas são os que passam mais tempo (86%) a desempenhar tarefas automatizáveis, e naquele país cerca de 98% dos trabalhadores dessas áreas são homens. As mulheres, por outro lado, estão mais concentradas em áreas administrativas, educativas e sociais, em profissões menos passíveis de serem realizadas por um robô. Exceção para o setor das limpezas, que emprega muitas mulheres e é uma das tarefas mais facilmente automatizáveis. Já o Institute for Spatial Economic Analyis norte-americano (ISEA) considera que serão as mulheres as mais afetadas nos...

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[ESTUDO] Saiba quais são os 10 empregos com mais e menos futuro
Out09

[ESTUDO] Saiba quais são os 10 empregos com mais e menos futuro

Escolher uma carreira nos dias que correm pode ser algo verdadeiramente assustador, uma vez que as hipóteses são cada vez mais escassas e difíceis, devido ao impacto das novas tecnologias e ao facto de muitas empresas não se terem conseguido adaptar a esta mudança. Assim, a GOBankingRates analisou os dados do Bureau of Labor Statistics, e determinou os empregos que têm vindo a ter um crescimento mais rápido, e os que estão em declínio, tendo por base o mercado laboral dos EUA. Top 10 dos empregos com maior crescimento: 1. Técnicos de turbinas eólicas 2. Enfermeiros especializados; 3. Assistente médico; 4. Optometrista; 5. Assistente financeiro; 6. Assistentes de cuidados especiais; 7. Fisioterapeuta; 8. Assistente de saúde de casa; 9. Estatísticos; 20. Analistas.   Top 10 dos empregos em declínio: 1. Instalador de sistemas elétricos; 2. Comboios; 3. Operadores de máquinas de calçado; 4. Operadores de telefone; 5. Fotógrafos; 6. Costureiras; 7. Cortar tecidos; 8. Tinturarias; 9. Fabricantes de têxteis e tecidos; 10. Instalação de casas e móveis...

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Recrutadores portugueses dizem o que mais importa no currículo
Out03

Recrutadores portugueses dizem o que mais importa no currículo

Um estudo feito a candidatos e recrutadores portugueses apurou aquilo que realmente importa numa candidatura. No seu mais recente estudo, a empresa de recrutamento Michael Page entrevistou 564 candidatos e 25 consultores de recursos humanos em Portugal para desvendar aquilo que procuram os recrutadores nos currículos de quem se candidata a uma entrevista de emprego. Na sequência dos resultados, que poderá consultar na galeria acima, estão também dicas para saber aperfeiçoar a formatação, estrutura e conteúdo do currículo. Entre as diferentes opiniões sobre o tema, há apenas um fator que reúne consenso: Os erros gramaticais podem ser um autêntico ‘tiro no pé’. O que mais importa no currículo 1. Novas tecnologias e criatividade Na era das tecnologias, 84% dos consultores considera que fortalece o currículo incluir o contacto de skype, opinião partilhada por mais de metade (51,2%) dos candidatos entrevistados. Por outro lado, incluir um endereço de email não é valorizado por nenhuma das partes. Outra das conclusões mostra que 45,7% dos candidatos acredita que incluir os links dos perfis das redes sociais fortalece o CV e 68% dos consultores partilha a mesma opinião. A grande maioria (76,8%) dos inquiridos diz ainda que incluir uma fotografia própria no CV é outra maneira de fortalecer o documento. 2. Informação extra e tom de escrita Na altura de criar ou recriar o CV, diz o estudo da Michael Page, “é importante descrever com palavras-chave o trabalho e funções das experiências profissionais”, sendo este fator importante para 91,8% dos candidatos e para todos (100%) os consultores, que analisam, em média, 100 currículos por dia. O tom de escrita casual não é aconselhado, sendo que a maioria dos candidatos (49,1%) e a maioria dos consultores (56%) consideram que enfraquece o texto. Deste modo, 89,9% dos candidatos considera importante adotar um tom profissional, opinião também partilhada por 96% dos consultores. Escrever o CV na primeira pessoa? As opiniões dividem-se: A maioria dos candidatos (46,6%) considera que isso fortalece o currículo, em oposição à maioria dos consultores (44%), que acredita que um CV escrito na primeira pessoa é um currículo mais fraco. 3. Longevidade na empresa Relativamente à experiência de trabalho, 78,5% dos 564 candidatos entrevistados afirma que fortalece o currículo permanecer na empresa mais do que dois anos, e 92% dos consultores também pensa da mesma maneira. 4. Características Pessoais “Todos achamos que somos super dinâmicos e superativos. Aquelas frases que antes se usava como “Aposte em Mim” ou “sou uma mais-valia para a sua empresa” e aqueles textos muito elaborados já não se usam. Hoje em dia há uma coisa que se utiliza muito que é um pequeno parágrafo no topo do CV...

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Com que idade se começa a odiar o emprego? Um estudo britânico responde
Set26

Com que idade se começa a odiar o emprego? Um estudo britânico responde

Estudo comprovou que, com o avançar da idade, aumenta também o grau de insatisfação profissional. Em que ponto na carreira profissional começa a surgir a frustração e o aborrecimento? A empresa britânica de recursos humanos Robert Half U.K quis responder a essa pergunta, concluindo que é a partir dos 35 anos que a insatisfação no trabalho começa a ganhar uma dimensão cada vez maior. No estudo, foram inquiridos mais de dois mil britânicos e o respetivo grau de relação com o emprego que têm. De acordo com os resultados, citados pela revista TIME, um em cada seis britânicos com mais de 35 anos diz-se “infeliz” com o cargo que ocupa. Pode até nem parecer muito, mas a verdade é que o valor desce para metade quando são questionadas pessoas com idades inferiores a 35 anos. Os ‘trintões’ se dizem infelizes, mas o grau de insatisfação aumenta consoante a idade. Nesse mesmo estudo ficou provado que um terço dos inquiridos com mais de 55 anos confessou “não se sentir reconhecido”, enquanto 16% desse mesmo grupo adiantou não ter amigos no trabalho. Uma das razões – segundo os investigadores – que explica os números relativos à faixa etária mais elevada incide precisamente sobre a progressão profissional, uma vez que, à medida que vão subindo na carreira, e apesar de levarem mais dinheiro para casa ao fim do mês, aumentam as responsabilidades e o stress, ao mesmo tempo que diminui o tempo para a vida fora do trabalho, o que inclui o tempo para estar com a família. É, por isso, cada vez mais difícil encontrar o equilíbrio ideal entre vida e trabalho à medida que se evolui...

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