Contratos a prazo dominam primeiro emprego

Vieira da Silva tem confiança que vai haver maioria parlamentar para aprovar o acordo laboral que foi assinado na concertação social. Um acordo que tem sido criticado pelo Partido Comunista e pelo Bloco de Esquerda.

Entrevistado pelo jornal online ECO, o ministro da Segurança Social defende as alterações à Lei do Trabalho como uma forma de criar estabilidade no mercado.

O ministro que prefere “falar em instabilidade das relações laborais do que precariedade” está impressionado com as estatísticas.

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“Os números são muito impressionantes. Dos novos vínculos à Segurança Social, das pessoas que entram no mercado de trabalho, entre 80 a 85% fazem-no através de contratos a prazo. Não quer dizer que todas ficam condenadas a terem contratos a prazo para o resto da vida,” sublinha Vieira da Silva.

De resto a prestação social do desemprego também reflete esta tendência. “60% dos novos subsídios de desemprego são pagos porque alguém terminou um contrato a prazo mas as outras razões, o fim por extinção do posto de trabalho e todas as razões que a lei permite têm hoje um peso significativo”.

O ministro quis também desmistificar a ideia de que o mercado de trabalho está petrificado. “Em abril do ano passado eram cerca de 200 mil as pessoas que tinham mudado de empresa com um prémio salarial à volta dos 6%, em outubro eram 220 mil com um prémio salarial à volta dos 8% em média. Ou seja, a nossa economia não está parada”. Não está presa a “relações laborais intermináveis”.

Vieira da Silva argumenta também que as novas regras não vão aumentar o desemprego. “A pior precariedade é não ter emprego mas não estamos condenados a ter um mau emprego porque um emprego assumidamente mais estável é um emprego com capacidade de se qualificar”.

Para o futuro o ministro defende que seria interessante que pudesse haver um acordo de concertação para se promover a competitividade da economia portuguesa.

FONTE: TSF

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Author: Formação & Emprego

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