Nunca falta emprego a quem sai desta escola

A maior dificuldade de quem frequenta esta escola, em Lisboa, é escolher onde vai trabalhar depois do curso. Hotéis e restaurantes de todo o mundo fazem fila para contratar os melhores alunos.

Há um evento que se realiza em Lisboa, todos os anos, e que passa praticamente despercebido. Mas no qual estão presentes, sempre, as maiores e mais conceituadas cadeias de hotelaria e restauração do mundo inteiro, que aqui vêm recrutar os mais promissores profissionais. O evento é o Fórum Estágios e Carreiras, organizado pela Escola de Lisboa – Turismo de Portugal (também designada Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa) e os “olheiros” que aqui vêm representam nomes de referência no setor, como o grupo Iberostar, Marriot, Hilton, Ritz Carlton – Hotel Arts de Barcelona, Intercontinental, Vila Vita, Penha Longa, Altis ou o Grupo José Avillez, entre muitos outros.

Mas o que é que esta escola tem que a torna especial? A resposta é-nos dada por Ana Moreira, diretora da instituição: “Os currículos dos cursos são concebidos para criar profissionais com grande capacidade de adaptação. Incluem uma vertente prática muito forte, que os diferencia dos cursos universitários, pelo que estes alunos estão muito mais preparados para o terreno.”

Não se pense, porém, que esta é uma informação apenas apregoada pela escola. É confirmada por quem a frequentou e percebeu a mais-valia que tinha consigo quando chegou ao mercado de trabalho. Diogo Pinto, diretor de serviço do Hotel Corinthia, em Lisboa, e antigo aluno do curso de Gestão Hoteleira de Alojamento, explica-nos como é que isso se verifica: “Mesmo durante o estágio, um aluno da Escola de Lisboa ou Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa chega à receção de um hotel e sabe logo como fazer um check-in, enquanto os alunos de outras escolas, se calhar, têm alguma dificuldade.”

Por saberem disto mesmo, os hotéis e restaurantes mais prestigiados “vêm aqui buscar os melhores talentos, porque atualmente não há mão-de-obra qualificada suficiente para as necessidades do mercado”, justifica Diogo Pinto. Fazendo contas por alto, revela que na região de Lisboa, entre todos os cursos existentes nesta área de formação, saem anualmente cerca de 250 profissionais. “Mas só na cidade de Lisboa temos mais de 250 hotéis, alguns novos, outros acabados de remodelar e a precisar de contratar”, especifica, justificando assim a “elevada empregabilidade” de quem sai da Escola de Lisboa ou Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa.

cursos com 100% de empregabilidade em Lisboa

Trabalho intensivo e muita prática

Quanto ao recrutamento, quem o vai fazer à Escola de Lisboa ou Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa são os antigos alunos. Tal como o próprio Diogo Pinto que, em janeiro, esteve na escola com o objetivo de captar novos talentos para o grupo onde trabalha. Ana Moreira revela-nos o motivo da opção: “É uma forma de fazerem um recrutamento mais especializado, pois os alunos conhecem bem a história da casa, os formadores e as competências que aqui são desenvolvidas.”

É nas instalações situadas no bairro de Campo de Ourique, bem no centro de Lisboa, que os futuros profissionais de hotelaria, restauração e bebidas se preparam para o futuro. Como? Além da preparação teórica e prática ao longo dos três semestres de formação, contactam diariamente com empresas do setor e ainda fazem um estágio curricular, que é obrigatório no decurso do próprio curso. Há ainda um outro fator que contribui para o sucesso destes alunos: a possibilidade de treinarem, todos os dias, tanto no hotel como no restaurante e bar de aplicação da própria escola – abertos ao público – sempre supervisionados pelos professores.

Preparados para tudo

Quem passa pela Escola de Lisboa ou Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa valoriza também – e muito – o facto de todas as formações incluírem conhecimentos (e práticas) umas das outras. Para João Saldanha, antigo aluno do curso de Gestão de Restauração e Bebidas, esta “é uma vantagem fundamental”, destacando que aprendeu muito sobre Gestão Hoteleira de Alojamento. A importância é grande, até porque, com frequência, as duas áreas acabam por tocar-se e até fundir-se.

Diogo Pinto realça igualmente este aspecto, referindo-se não só às aulas de restauração e bebidas, mas também de cozinha: “É outra das mais-valias desta escola, que nos permite, quando chegamos a um determinado patamar, dar o passo seguinte mais rapidamente.”

Destaque-se que, nestas profissões, o próximo passo acontece com uma celeridade sem comparação com outras áreas. Por exemplo, aos 23 anos, João Saldanha conta como chegou depressa a assistente de direção no Grupo Pestana, onde ingressou depois de concluir o curso. Agora, encontra-se a braços com uma tarefa que de árdua nada tem: “Estou a avaliar propostas profissionais, procurando alguma estabilidade.”

A gestão da carreira é algo a que todos nesta área prestam atenção e Diogo Pinto não é exceção. Bruxelas deverá ser o seu próximo destino, já que foi selecionado pelo grupo onde trabalha para integrar a equipa que ali vai abrir uma unidade em 2020.

Do marketing para a restauração

À semelhança do que se verifica nos cursos de cozinha, vêm para esta escola sobretudo jovens com o 12.º ano concluído, mas também pessoas que já possuem um grau de ensino superior, nas mais diversas áreas, que vêm em busca do que realmente as faz felizes.

Entre os 30% de alunos nestas condições está Célia Filipe, 42 anos, a frequentar o Curso de Restauração e Bebidas. Com uma licenciatura em Gestão de Marketing e depois de anos a trabalhar como gestora de produto de uma cerveja, resolveu “procurar um novo desafio”. “Vim para a escola com a intenção de abrir um negócio, mas nada melhor do que aprender as boas práticas primeiro”, afirma, realçando que “a formação não trata apenas de servir às mesas, ao contrário do que muitas pessoas pensam. Há nesta área uma panóplia de oportunidades, desafios profissionais e funções que só com as competências que adquirimos na escola é que ficamos preparados para as assumir.”

Também Daniela Pradiante, 35 anos, chegou aqui depois de uma licenciatura em Gestão de Recursos Humanos. Ao constatar que esta “é uma área com pouca saída em Portugal e com vencimentos muito baixos”, decidiu mudar de rumo e dirigiu-se à Escola de Lisboa ou Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa para fazer o Curso de Restauração e Bebidas. Acabou por optar pela área onde, afinal, já trabalhava nas férias escolares. E à semelhança de Célia Filipe também pretende enveredar pelo empreendedorismo: “A minha ideia é ter um turismo rural daqui a alguns anos.”

Já a idade de Catarina Neves não lhe permite ter um percurso idêntico ao das colegas de curso, mas as expectativas são idênticas. Com 18 anos, veio depois de ter passado pela Escola de Hotelaria e Turismo de Setúbal: “Adorei o curso, foi a minha primeira experiência em hotelaria e quero aprofundar os meus conhecimentos, nomeadamente em gestão, porque mais tarde espero abrir um negócio.”

O que faz um bom profissional?

Mas não se pense que estudar na Escola de Lisboa ou Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa é, só por si, garantia de bom profissionalismo. Não é. Há características que os alunos ou têm ou não tem. E algumas são imprescindíveis para vingar neste setor. António Correia, professor há mais de duas décadas nas escolas do Turismo de Portugal, e atualmente na instituição de Lisboa, destaca “a humildade, a disponibilidade, a educação, a forma como se relacionam e, muito importante, o gosto pela profissão.”

As mesmas qualidades são reforçadas por João Saldanha, segundo o qual “o mercado valoriza a atitude de quem está disponível por iniciativa própria.” Chegar mais cedo ou ficar até mais tarde para acudir num serviço de última hora são alguns comportamentos apreciados pelos empregadores. E por saber que é assim, esta atitude é fomentada ao longo de toda a formação.

Do topo para o topo

Para o caminho de qualidade e reconhecimento que tem vindo a ser trilhado, Ana Moreira destaca o contributo dos professores: “É muito importante termos bons profissionais no nosso corpo docente, pessoas que estão a trabalhar na linha da frente de grandes cadeias hoteleiras nacionais e internacionais.” Considera que são eles quem permite à escola “ter os pés em terra e a cabeça a voar”, porque “são quem vem alimentar o sonho e guiar os jovens em formação, mas mantendo sempre presentes as necessidades e as expectativas das empresas.”

Entre os muitos profissionais que passaram pela Escola de Lisboa ou Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa e já estão hoje em lugares de destaque, Ana Moreira refere, entre outros, Cláudia Fonseca, diretora de Food & Beverage no L’and Vineyards; António Madeira, sócio e gestor da Tasca do Bife, em Almada; Carlota Lourido, coordenadora de grupos no Sana Lisboa ou Júlio Miguéis, governante geral no Valverde Hotel.

A lista é interminável, mas uma característica é comum a todos, assegura-nos a responsável: “É a paixão, o gosto por estar disponível para os outros e por receber. Aliás, nas entrevistas perguntamos sempre a quem quer vir para a escola se gostam de receber amigos em casa. Pois quando fazemos aquilo de que gostamos somos muito mais felizes.”

FONTE: Observador

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Author: Formação & Emprego

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